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Fim da paralisia? Brasileira Tatiana Sampaio lidera descoberta que pode reverter danos na medula espinhal.

  • Foto do escritor: Por: Só Aki Fabri
    Por: Só Aki Fabri
  • 18 de fev.
  • 2 min de leitura

Uma inovação liderada pela pesquisadora Tatiana Coelho Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), promete revolucionar o tratamento de lesões medulares. O estudo foca na polilaminina, um biomaterial capaz de estimular a regeneração de fibras nervosas em áreas da medula espinhal que sofreram traumas severos.


A descoberta ataca um dos maiores desafios da medicina moderna: o fato de que o sistema nervoso central humano tem uma capacidade de regeneração quase nula após lesões que causam paralisia.


​O que é a Polilaminina?


​A laminina é uma proteína essencial encontrada na matriz extracelular que ajuda na adesão e crescimento das células. No entanto, em sua forma comum, ela não é estável o suficiente para sustentar a regeneração nervosa em grandes lesões.


A inovação de Tatiana Sampaio consistiu em criar a polilaminina — uma versão polimerizada da proteína. Esse novo composto forma uma estrutura tridimensional estável, funcionando como um "trilho" que guia o crescimento dos axônios (prolongamentos dos neurônios) através da cicatriz da lesão.


Como funciona o processo de regeneração?


Diferente de outras abordagens que focam apenas em células-tronco, a polilaminina prepara o "terreno" para que o próprio corpo se recupere.


  1. Implante: O biomaterial é aplicado no local da lesão medular.

  2. Combate à Cicatriz: Ele ajuda a neutralizar as moléculas inibidoras que normalmente impedem o crescimento nervoso.

  3. Crescimento Guiado: Os neurônios utilizam a rede de polilaminina para atravessar o dano, restabelecendo conexões elétricas.

  4. Recuperação Funcional: Em testes laboratoriais, animais que receberam o tratamento apresentaram melhora significativa na coordenação motora e na sensibilidade.


Impacto e Futuro do Tratamento


​O trabalho de Tatiana Coelho Sampaio é reconhecido internacionalmente pela sua viabilidade. Por ser baseado em uma proteína que já existe no organismo, o risco de rejeição é drasticamente reduzido.


"A polilaminina não é apenas um material; é uma mudança de paradigma. Estamos oferecendo ao sistema nervoso a estrutura que ele precisa para se reconstruir", afirma a pesquisadora em publicações recentes sobre o tema.

Atualmente, a pesquisa avança para etapas que visam garantir a segurança e eficácia em humanos. Embora o caminho até a prática clínica exija cautela, a polilaminina coloca o Brasil na vanguarda das terapias regenerativas globais.


Pontos-chave da Descoberta


  • Origem: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da UFRJ.

  • Diferencial: Cria um suporte físico e químico para o crescimento de neurônios.

  • Aplicação: Foco inicial em vítimas de traumas medulares (acidentes automobilísticos, quedas, etc.).

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