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Abaixo-assinado contra Erika Hilton na Comissão da Mulher ganha força e divide a Câmara

  • Foto do escritor: Por: Só Aki Fabri
    Por: Só Aki Fabri
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Movimento organizado por parlamentares de oposição questiona a representatividade da deputada trans à frente do colegiado; petição já ultrapassa 200 mil assinaturas.

A eleição da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher (CDDM) da Câmara dos Deputados, ocorrida na última quarta-feira (11), continua gerando intensos debates no Congresso e nas redes sociais. Um abaixo-assinado online, que pede a substituição da parlamentar, ganhou tração recorde nos últimos dias, refletindo a polarização sobre o conceito de representatividade feminina no colegiado.


O Movimento e os Argumentos


O documento, intitulado "Pela Representatividade Feminina na Presidência da Comissão da Mulher". Até a manhã desta segunda-feira (16), a petição já somava mais de 240 mil assinaturas.


Os críticos defendem que a presidência da comissão deveria ser ocupada por uma "mulher biológica". Entre os principais argumentos citados no texto do abaixo-assinado estão:

  • Especificidades Biológicas: A defesa de que apenas mulheres cisgênero podem representar plenamente pautas como saúde reprodutiva, maternidade e desafios fisiológicos exclusivos do sexo feminino.

  • Identidade do Colegiado: O receio de que a pauta da comissão seja "ideologizada" ou que as demandas das mulheres biológicas sejam diluídas em uma agenda de identidade de gênero.


A Resposta de Erika Hilton


Primeira mulher trans a presidir uma comissão permanente na história do Congresso Nacional, Erika Hilton classificou as reações como "transfóbicas" e afirmou que sua gestão será pautada pela pluralidade. Em suas redes sociais, a deputada declarou que não se deixará intimidar:


"Minha gestão tratará de todas as mulheres: das mães solo, das trabalhadoras, das mulheres negras, indígenas e de todas as que lutam por dignidade. A democracia se expande quando corpos que sempre foram excluídos ocupam espaços de decisão", afirmou a parlamentar.

Hilton também reagiu com ironia às críticas mais agressivas, sugerindo que os opositores "podem latir", e confirmou que acionará a Justiça e o Conselho de Ética contra ataques que considerar criminosos, incluindo falas do apresentador Ratinho, do SBT, sobre sua eleição.


Composição da Comissão


Apesar da pressão externa, a eleição de Erika Hilton seguiu o rito oficial da Câmara, com 11 votos favoráveis e 10 votos em branco. A mesa da comissão conta ainda com:

  • 1ª Vice-presidência: Laura Carneiro (PSD-RJ)

  • 2ª Vice-presidência: Delegada Adriana Accorsi (PT-GO)

  • 3ª Vice-presidência: Socorro Neri (PP-AC)


O Que Acontece Agora?


Embora o abaixo-assinado tenha peso simbólico e pressione politicamente os líderes partidários, ele não tem o poder jurídico de anular a eleição interna da Câmara, que é fruto de acordos de bancada e proporcionalidade partidária.

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