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​"Absurdo e desumano": Delegada que perdeu filhos em tragédia familiar desabafa sobre crime em Itumbiara.

  • Foto do escritor: Por: Só Aki Fabri
    Por: Só Aki Fabri
  • 14 de fev.
  • 2 min de leitura



​A delegada Amanda Souza, titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Cametá (PA), utilizou suas redes sociais para fazer um desabafo contundente sobre o crime que chocou Itumbiara (GO). Na última semana, o secretário de governo municipal, Thales Machado, tirou a vida dos próprios filhos após uma suposta traição da esposa.


Amanda, que carrega a dor de ter perdido os dois filhos em circunstâncias parecidas em 2023, solidarizou-se com a mãe das vítimas e atacou a onda de comentários que tentam justificar o crime ou culpar a mulher pela tragédia.


O Desabafo: "Solidariedade e Revolta"


A delegada não poupou palavras para descrever a reação de parte do público na internet. Para ela, o foco do debate foi desviado da brutalidade do assassinato para a conduta moral da mãe.


"Quero expressar aqui, primeiramente, a minha solidariedade à mãe dessas crianças que foram covardemente assassinadas pelo próprio pai", afirmou.

Amanda classificou os comentários contra a mãe como "absurdos, nojentos e doentios". Ela reforçou que nada justifica o infanticídio e que o julgamento social é uma extensão da violência de gênero.


​"É frustrante e desumano ver pessoas responsabilizando a mãe. Esse tipo de comentário acaba legitimando a continuidade da violência contra as mulheres". Alertou a delegada.

Semelhanças com a Tragédia de 2023


O caso de Itumbiara ecoa o trauma pessoal vivido por Amanda Souza em 2023. Na época, seu ex-marido — que não aceitava o fim do relacionamento — assassinou os filhos do casal, Marcelo (12 anos) e Letícia (9 anos), tirando a própria vida em seguida.


​A delegada pontuou que, em ambos os casos, as crianças foram usadas como ferramentas de vingança contra a mulher, configurando o ápice do controle e da violência psicológica.


O Impacto do Julgamento Virtual


Para especialistas e para a própria delegada, a rede social tornou-se um tribunal onde a vítima é frequentemente colocada no banco dos réus.


Amanda reforça que o foco deve permanecer na proteção da infância e no combate à posse masculina, que vê nos filhos e na parceira objetos de propriedade.


​"A sociedade precisa entender que o crime é de quem puxa o gatilho, não de quem supostamente feriu um ego", finalizou.

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