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Operação da PM no Caladão termina com prisões e apreensões; moradores denunciam truculência e tiros em condomínio

  • Foto do escritor: Por: Só Aki Fabri
    Por: Só Aki Fabri
  • 2 de mar.
  • 2 min de leitura

Uma operação estratégica da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) que teve início na tarde de domingo (1), desarticulou, na manhã desta segunda-feira (2), uma reunião de lideranças do tráfico de drogas no bairro Caladão. A ação, conduzida pelas equipes da 275ª Cia Tático Móvel com apoio do setor de inteligência do 58º Batalhão, culminou na prisão de três homens e na apreensão de um verdadeiro arsenal de entorpecentes e armas.


Inteligência e Monitoramento


Segundo o Tenente Bretas, a operação foi desencadeada após denúncias anônimas sobre um encontro de chefes do crime local.


"Realizamos uma operação de monitoramento e, posteriormente, a incursão e interceptação dos envolvidos", explicou o oficial.

Balanço da Apreensão


  • Armas: 02 revólveres calibre 32

  • Drogas Sintéticas: 391 comprimidos de ecstasy

  • Cocaína: 9 papelotes e 95 eppendorfs (pinos)

  • Maconha: 50 porções e 3 barras da substância

  • Dinheiro e Insumos: R$ 340,00 em espécie, 3 balanças de precisão, 2 celulares e outros materiais relacionados ao tráfico.


​O Outro Lado: Relatos de Pânico e Abuso


​Apesar do balanço positivo divulgado pela polícia, o clima no bairro é de indignação. Moradores do condomínio onde ocorreu a ação procuraram a reportagem para denunciar o que chamaram de "ação desastrosa".


​Segundo testemunhas que preferiram não se identificar por medo de retaliação, os policiais já teriam chegado ao local efetuando disparos de arma de fogo, mesmo com a presença de pessoas em áreas comuns. No momento da confusão, havia crianças brincando e idosos circulando, que ficaram na linha de tiro.


​"Foi desesperador. Eles chegaram atirando sem olhar quem estava na frente. Tinha muita criança e idoso. Várias pessoas entraram em choque, teve pessoas passando mal e gente que chegou a desmaiar de tanto susto", relatou uma moradora.

​Os relatos apontam que o impacto psicológico na comunidade foi profundo, com famílias questionando a necessidade do uso de força letal em um ambiente residencial densamente povoado.



​Desdobramentos


Os três detidos, que são maiores de idade, foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil, onde responderão pelos crimes de tráfico ilícito de entorpecentes e porte ilegal de arma de fogo.


Até o fechamento desta matéria, o comando da Polícia Militar não havia se manifestado especificamente sobre as denúncias de abuso e disparos em área residencial. O espaço segue aberto para o posicionamento oficial da corporação.

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