"Mansão dos Crimes": Fotógrafo investigado por abusos sexuais contra menores é preso em Coronel Fabriciano
- Por: Só Aki Fabri

- 27 de fev.
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Na manhã desta sexta-feira (27), a Polícia Civil de Minas Gerais deu um passo decisivo nas investigações de crimes contra a dignidade sexual no Vale do Aço. O fotógrafo Manoel Querino, de 30 anos, foi preso preventivamente após se apresentar espontaneamente à delegacia de Coronel Fabriciano, acompanhado de sua advogada.
O homem é o principal alvo de uma investigação que apura abusos sexuais, ameaças e aliciamento de menores de idade. Segundo a polícia, ele não ofereceu resistência à prisão.
O "Modus Operandi" e a Rede "Mansão"
De acordo com as investigações, que ganharam força após vídeos de denúncias circularem nas redes sociais no dia 22 de fevereiro, o suspeito utilizava o Instagram e outras plataformas para abordar adolescentes, principalmente meninas entre 13 e 18 anos.
Sob a promessa de alavancar carreiras como influenciadoras digitais, ele atraía as vítimas para a produção de fotos. O esquema envolvia um suposto coletivo denominado "Mansão". Inicialmente, os ensaios eram casuais, mas evoluíam para imagens sensuais e, posteriormente, de cunho sexual.
A Polícia Civil apurou que o fotógrafo ameaçava divulgar imagens íntimas das vítimas caso elas não aceitassem participar de novos atos sexuais. Há relatos de pelo menos um menino entre as vítimas, além de mulheres maiores de idade que afirmam ter sido coagidas.
Investigação em Três Cidades e Próximos Passos
O caso é complexo e envolve múltiplas instâncias da Polícia Civil no Vale do Aço:
Coronel Fabriciano: 11 vítimas identificadas.
Timóteo: 3 vítimas identificadas.
Ipatinga: 1 vítima relatou fatos ocorridos há sete anos.
A polícia também investiga a participação de outros homens que teriam praticado atos sexuais com as adolescentes em conjunto com Querino. Imagens analisadas também apontam para o uso de maconha por menores durante os encontros.
Em coletiva, a Polícia Civil informou que o investigado permaneceu em silêncio durante o depoimento. Um inquérito anterior, de 2024, não avançou na época porque as vítimas não foram localizadas para depor.
Polícia orienta novas denúncias
A corporação acredita que possa haver mais vítimas e orienta que procurem a Delegacia de Mulheres em Ipatinga ou as delegacias de polícia civil em Timóteo e Coronel Fabriciano para formalizar denúncias e apresentar provas.






