Influenciadora Laryssa Oliveira é liberada após depoimento à PF; Justiça determina monitoramento
- Por: Só Aki Fabri

- 6 de mar.
- 2 min de leitura
A influenciadora digital Laryssa Oliveira foi liberada no final da tarde desta sexta-feira, após prestar depoimento na sede da Polícia Federal. Laryssa é um dos alvos da Operação Sanitas, que investiga um esquema de comércio ilegal de produtos medicinais proibidos no Brasil, especificamente as chamadas "canetas emagrecedoras".
O Esquema das "Canetas Emagrecedoras"
A operação, liderada pelo delegado Elton Sacramento, visa desarticular uma rede de venda de produtos similares ao Mounjaro, mas que são fabricados no Paraguai e importados ilegalmente para o território brasileiro. Segundo as investigações, esses produtos eram comercializados por influenciadores digitais, aproveitando-se de seu grande alcance nas redes sociais.
Além de Laryssa, outras pessoas estão sob investigação, incluindo o marido da influenciadora. A Justiça determinou que Laryssa Oliveira responda ao processo em liberdade, mas sob monitoramento judicial.
Próximos Passos da Investigação
A Polícia Federal informou que as investigações continuam e que novos nomes podem surgir no inquérito à medida que o material apreendido for analisado. Durante a operação, foram confiscados diversos exemplares dos produtos ilegais, além de documentos e dispositivos eletrônicos.
"As investigações seguem em curso para identificar todos os envolvidos na cadeia de distribuição e venda desses produtos que colocam em risco a saúde pública", afirmou a PF em nota.
Determinamento da justiça
A Justiça determinou que a influenciadora L.O. passe a ser monitorada por tornozeleira eletrônica a partir deste sábado (7), ela recebeu o benefício da liberdade provisória devido aos filhos, mas está sob restrições severas, incluindo o banimento de suas redes sociais.
Detalhes do Esquema:
Prisões: O marido da influenciadora e outros investigados tiveram a prisão temporária decretada por 10 dias e seguem detidos no CERESP.
Crimes: O grupo é suspeito de comercializar medicamentos falsificados e sem registro na Anvisa, trazidos ilegalmente do Paraguai.
Laranja: Um jovem de 19 anos, irmão da influenciadora, também usará tornozeleira por suspeita de emprestar o nome para a abertura de uma empresa de fachada que movimentava o dinheiro das vendas.
Mesmo com as prisões e o monitoramento judicial, familiares da investigada têm usado o Instagram para minimizar a situação, afirmando que "está tudo bem". A Polícia Federal segue com as investigações para identificar outros envolvidos na rede de importação ilegal.
A Defesa
O advogado Eduardo Figueiredo adiantou que só fornecerá detalhes técnicos e a tese de defesa da sua cliente na próxima segunda-feira, após ter acesso integral aos autos e às provas colhidas pela Polícia Federal.
Acompanhe o caso: O desdobramento desta operação tem gerado grande repercussão no Vale do Aço e no cenário digital.






