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Tragédia no Céu de BH: Queda de Avião Deixa Dois Mortos e Levanta Questões Sobre Segurança e Regulamentação

  • Foto do escritor: Por: Só Aki Fabri
    Por: Só Aki Fabri
  • 4 de mai.
  • 2 min de leitura




O início da tarde desta segunda-feira (4/5) foi marcado pelo desespero e pela tragédia em Belo Horizonte. Um avião de pequeno porte decolou do Aeroporto da Pampulha com destino a São Paulo, mas não conseguiu ganhar altitude e despencou sobre um prédio residencial no bairro Silveira, região nordeste da capital mineira. O impacto deixou duas vítimas fatais e três feridos em estado grave.


A Tragédia e as Vítimas



A aeronave, um monomotor modelo Neiva EMB-721C, decolou a apenas cinco milhas do local do acidente. Imagens registradas e divulgadas pela imprensa mostraram o momento exato em que o avião perde altura rapidamente, colidindo com a área da escadaria e o terceiro andar do edifício antes de se partir em dois.

O acidente tirou a vida de duas pessoas:

  • Wellinton de Oliveira Pereira , 34 anos, piloto da aeronave;

  • Fernando Moreira Souto , 36 anos, médico veterinário e filho do prefeito de Jequitinhonha (MG), Nilo Souto.


Outros três passageiros — Hemerson Almeida Souza, de 53 anos, Arthur Berganholi, de 25, e Leonardo Berganholi, de 56 — foram resgatados pelo Corpo de Bombeiros com múltiplas fraturas e destinadas ao Hospital João XXIII. Um deles precisou ser levado diretamente para o bloco emergente.


O Debate: O que diz a Regulação?


Enquanto o luto é contado, documentos oficiais da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) revelam um detalhe que promete movimentar as investigações. A aeronave de matrícula PT-EYT estava com a documentação em dia para operação privada — com o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade válido até abril de 2027.


No entanto, o avião não tinha permissão para operar como táxi aéreo . A legislação determina que a modalidade sob demanda (fretamento) exige autorizações específicas, um ponto crucial que será investigado pelo Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III).


“Durante a análise inicial, o pesquisador aplica técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos e verificação de danos causados ​​à aeronave, além de levantar outras informações que vão subsidiar o inquérito”, destacou a Força Aérea Brasileira (FAB).

O Papel do Acidente na Estrutura


Apesar do susto, o estágio poderia ter sido ainda pior. Ao atingir a área da escadaria, o avião evitou o interior dos apartamentos, impedindo que os moradores fossem atingidos. O edifício precisou ser evacuado e a Defesa Civil foi acionada para avaliar os danos estruturais.

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