TRAGÉDIA EM PERDIGÃO: Explosão na fábrica de EVA deixa rastro de destruição, ferimentos graves e alerta sobre segurança
- So aki fabri

- há 11 horas
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Uma tarde que parecia comum se transformou em um cenário de caos, pânico e destruição no Centro-Oeste mineiro. Uma explosão fulminante dentro da fábrica de palmilhas EVA Sete, localizada às margens da Rodovia do Calçado, em Perdigão, gerou um incêndio avassalador que consumiu 90% da estrutura da empresa e deixou três trabalhadores em estado gravíssimo.
O fogo começou por volta das 12h18 desta quarta-feira (22/7), a cena gravada por moradores impressiona: uma colossal e densa nuvem de fumaça preta tomou o céu e pôde ser vista a quilômetros de distância. Por trás da fumaça, o horror da realidade: chamas alimentadas por toneladas de produtos altamente inflamáveis, como derivados de petróleo, óleo diesel e o próprio EVA (etileno-vinil-acetato).

Horas no inferno de chamas e o fator "sorte" no horário
O fogo teria começado próximo a uma prensa hidráulica e se alastrou como fita de pólvora por diversos setores do galpão. O combate ao incêndio já ultrapassa a marca de 18 horas ininterruptas . Para conter o inferno de fogo, o Corpo de Bombeiros mobilizou esquadrões de quatro cidades (Perdigão, Bom Despacho, Nova Serrana e Araújos), utilizando caminhões-pipa e Líquido Gerador de Espuma (LGE) para sufocar os produtos químicos.

Apesar da destruição quase total do complexo que empregava cerca de 100 colaboradores, um acidente evitou uma tragédia com saldo ainda mais devastador: a grande maioria dos funcionários estava no intervalo de almoço no momento exato da explosão.
Vítimas em estado grave
Ainda assim, três homens que estavam no local não conseguiram escapar ilesos e lutar pela vida nas Salas Vermelhas da região:
Jovem de 27 anos: sofreu queimaduras em 80% do corpo , precisou ser intubado e foi transferido em estado gravíssimo para Divinópolis.
Homem de 41 anos: teve 70% do corpo queimado e foi socorrido para Pará de Minas.
Homem de 36 anos: teve cerca de 30% do corpo atingido pelas chamas e foi levado para Nova Serrana.
A polêmica que fica: Licença pendente
Enquanto os bombeiros usam máquinas de guia pesadas da Prefeitura para remover escombros e resfriar a área — evitando que o fogo atinja casas e empresas vizinhas —, um detalhe crucial emerge nos bastidores e dever a investigação da Polícia Civil: a situação documental da empresa .
Segundo informações do Corpo de Bombeiros, embora a indústria tivesse o projeto de prevenção contra incêndios comprovado e aprovado no sistema, a fábrica ainda não possuía o AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros) , o documento final que certifica que todas as medidas de segurança foram devidamente vistas e testadas no local.
A cidade de Perdigão segue consternada. A vice-prefeita, Júlia Brandão, esteve nos hospitais, classificou o dia como "muito triste" e pediu correntes de oração pelas vítimas e pelos proprietários da fábrica. As causas exatas do acidente continuam sob investigação pericial.












