PF informa que não há brasileiros entre 163 crianças localizadas nos EUA; caso Ágatha e Allan segue em investigação


Uma operação realizada nos Estados Unidos resultou na localização de 163 crianças e adolescentes, com idades entre dois meses e 17 anos.
A ação chamou a atenção no Brasil após a família de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, desaparecidos desde janeiro em Bacabal, no Maranhão, buscar informações sobre a possibilidade de os irmãos estarem entre os menores localizados.
A esperança aumentou depois que a mãe das crianças, Clarice Cardoso, viu imagens divulgadas durante a operação e percebeu semelhanças entre uma das crianças e seu filho Allan.
NENHUMA CRIANÇA BRASILEIRA ENTRE OS LOCALIZADOS
Apesar da expectativa da família, a Polícia Federal informou que nenhuma criança brasileira foi identificada entre as 163 pessoas localizadas pelas autoridades norte-americanas.
Dessa forma, até o momento, não existe confirmação de que Ágatha ou Allan tenham sido encontrados nos Estados Unidos.
MATERIAL GENÉTICO É COLETADO
Mesmo sem uma confirmação sobre o paradeiro dos irmãos, o caso ganhou um novo desdobramento.
A família procurou a Polícia Federal e foi realizada a coleta de material genético da mãe das crianças.
O procedimento poderá permitir uma eventual comparação com materiais genéticos de crianças que sejam localizadas no exterior.
A medida pode auxiliar nas buscas e em possíveis processos de identificação caso surjam novas informações sobre o paradeiro dos irmãos.
CASO PODE CHEGAR À INTERPOL
A Polícia Federal também informou que serão adotados procedimentos para um possível pedido de inclusão de Ágatha e Allan na Difusão Amarela da Interpol.
O mecanismo é utilizado internacionalmente para auxiliar na localização de pessoas desaparecidas e facilitar a cooperação entre autoridades de diferentes países.
A decisão sobre a publicação do alerta, entretanto, cabe à própria Interpol após a análise das informações encaminhadas.
INVESTIGAÇÃO CONTINUA
Ágatha Isabelly e Allan Michael desapareceram no dia 4 de janeiro de 2026, na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal.
As autoridades brasileiras continuam investigando o desaparecimento.
Até o momento, não há informação concreta que confirme que as crianças tenham sido levadas para fora do Brasil.
Assim, apesar da esperança renovada pela operação realizada nos Estados Unidos, Ágatha e Allan ainda não foram oficialmente encontrados.
Também circulam nas redes sociais imagens que supostamente relacionam os irmãos às crianças localizadas durante a operação.
Essas imagens, porém, não servem como confirmação do paradeiro das crianças e foram apontadas como produzidas artificialmente.
O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades, e qualquer eventual identificação dependerá de confirmação oficial.
📌 FONTE OFICIAL: Polícia Federal (PF)
Confira a publicação oficial da Polícia Federal
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