O Fim da Linha para o Padrasto: O Crime de Sítio que Termina em 23 Anos de Prisão
- So aki fabri

- há 6 dias
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A conta com a Justiça demora, mas chega. Oito anos após um crime que chocou Coronel Fabriciano, o final finalmente chegou à tona. Orosimo de Moura Leal foi condenado pelo Tribunal do Júri a 23 anos de prisão em regime inicialmente fechado. O motivo? O assassinato covarde do próprio enteado, em maio de 2018.
O que chama a atenção nesse caso não é apenas a gravidade do ato, mas a frieza dos detalhes que cercam a tragédia.
Do Churrasco em Família à Emboscada Fatal
Tudo começou onde deveria ser um momento de lazer. Uma discussão familiar em um sítio em Timóteo acendeu o estopim da tragédia. Mas o que parecia uma briga comum de família tomou contornos de pura crueldade.
Em vez de deixar a cabeça fria, Orosimo tomou uma decisão extrema:
Deixou o sítio e voltou para casa, em Coronel Fabriciano.
Armou-se e ficou de prontidão.
Quando o enteado chegou no imóvel, não teve chance de defesa ou de conversa. Foi observado pelo padrasto e atingido por um tiro à queima-roupa. Uma execução fria, motivada por uma discussão fútil.
O detalhe que irritou a Justiça: Orosimo não facilitou o trabalho das autoridades. Ele já estava preso preventivamente porque simplesmente ignorou medidas cautelares, "desapareceu" para não ser intimado e ainda teve a audácia de faltar à primeira sessão do seu próprio julgamento no Tribunal do Júri.
A Sentença: A Tese do MP Venceu
O Conselho de Sentença não engoliu nenhuma tentativa de defesa. Acolhendo em cheio a tese do Ministério Público e reconheceu a responsabilidade do réu pelo homicidio: motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa da vítima .
Embora ainda caiba recurso ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o recado foi dado: a impunidade tem prazo de validade. Oito anos depois, a resposta do Estado veio pesada, carimbando o passaporte de Orosimo para uma longa temporada atrás das grades.












