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Criança autista de 9 anos é levada pela PM após surto em escola, e prefeito de Timóteo comenta o caso.

  • Foto do escritor: So aki fabri
    So aki fabri
  • 15 de set. de 2025
  • 1 min de leitura

Na tarde da última quinta-feira (11), por volta das 15h, um episódio grave chamou atenção na Escola Municipal Professora Maria Aparecida Martins Prado, no bairro Alphaville, em Timóteo. Um aluno de 9 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno Opositivo Desafiador (TOD) e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), apresentou uma crise durante as atividades escolares.


Em vez de acionar os responsáveis da criança e buscar apoio especializado, conforme orienta a legislação, a direção optou por chamar a Polícia Militar. O estudante acabou sendo detido, o que representa uma violação direta ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).


De acordo com informações, quando os pais chegaram à escola, o menino já estava dentro da viatura policial. Posteriormente, ele foi levado ao Conselho Tutelar, onde permaneceu por mais de duas horas acompanhado da família, sendo liberado apenas após as 18h30. Durante o processo, também foi registrado um boletim de ocorrência.


“Autismo não é doença, mas uma condição comportamental. A atitude da professora e da direção da escola foi equivocada, demonstrando falta de preparo para lidar com um aluno autista. A Polícia Militar também falhou ao não seguir o protocolo adequado de acolhimento. Foi um procedimento desumano, que não pode se repetir”, afirmou o advogado e vereador Dr. Lair Bueno.



A legislação garante que escolas devem contar com profissionais capacitados para atender estudantes com deficiência e necessidades específicas, a fim de evitar constrangimentos, violações de direitos e experiências traumáticas como a registrada neste caso.

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